sábado, 15 de janeiro de 2011

Presidenta!

 

Recebi um email de uma amiga, Patrícia Cláudia,  além de concordar plenamente, achei pertinente dividir com vocês:

"Essa guerrinha linguística está irritando: desde que o Alexandre Garcia fez aquela brincadeira tosca num Bom Dia Brasil de que é errado falar presidenta, se não teríamos que falar gerenta, estudanta e seríamos uma anta.... desde então, a garnde imprensa toda assumiu essa bizarrice de "a presidente". No vocabulário ortográfico da Língua Portuguesa está grafado: presidenAAAAAAAAAAA existe sim!!!! Não está sendo inventado agora, está sendo usado agora porque só agora temos uma mulher na presidência. Se não usamos antes é porque não tínhamos uma presidenta! Simples assim".
Vejam que primor o artigo do meu ídolo Marcos Bagno:


O Brasil ainda está longe da feminização da língua ocorrida em outros lugares. Dilma Rousseff adotou a forma “presidenta”, que assim seja chamada

Se uma mulher e seu cachorro estão atravessando a rua e um motorista embriagado atinge essa senhora e seu cão, o que vamos encontrar no noticiário é o seguinte: “Mulher e cachorro são atropelados por motorista bêbado”. Não é impressionante? Basta um cachorro para fazer sumir a especificidade feminina de uma mulher e jogá-la dentro da forma supostamente “neutra” do masculino. Se alguém tem um filho e oito filhas, vai dizer que tem nove filhos. Quer dizer que a língua é machista? Não, a língua não é machista, porque a língua não existe: o que existe são falantes da língua, gente de carne e osso que determina os destinos do idioma. E como os destinos do idioma, e da sociedade, têm sido determinados desde a pré-história pelos homens, não admira que a marca desse predomínio masculino tenha sido inscrustada na gramática das línguas.


Somente no século XX as mulheres puderam começar a lutar por seus direitos e a exigir, inclusive, que fossem adotadas formas novas em diferentes línguas para acabar com a discriminação multimilenar. Em francês, as profissões, que sempre tiveram forma exclusivamente masculina, passaram a ter seu correspondente feminino, principalmente no francês do Canadá, país incomparavelmente mais democrático e moderno do que a França. Em muitas sociedades desapareceu a distinção entre “senhorita” e “senhora”, já que nunca houve forma específica para o homem não casado, como se o casamento fosse o destino único e possível para todas as mulheres. É claro que isso não aconteceu em todo o mundo, e muitos judeus continuam hoje em dia a rezar a oração que diz “obrigado, Senhor, por eu não ter nascido mulher”.


Agora que temos uma mulher na presidência da República, e não o tucano com cara de vampiro que se tornou o apóstolo da direita mais conservadora, vemos que o Brasil ainda está longe da feminização da língua ocorrida em outros lugares. Dilma Rousseff adotou a forma presidenta, oficializou essa forma em todas as instâncias do governo e deixou claro que é assim que deseja ser chamada. Mas o que faz a nossa “grande imprensa”? Por decisão própria, com raríssimas exceções, como CartaCapital, decide usar única e exclusivamente presidente. E chovem as perguntas das pessoas que têm preguiça de abrir um dicionário ou uma boa gramática: é certo ou é errado? Os dicionários e as gramáticas trazem, preto no branco, a forma presidenta. Mas ainda que não trouxessem, ela estaria perfeitamente de acordo com as regras de formação de palavras da língua.

Assim procederam os chilenos com a presidenta Bachelet, os nicaraguenses com a presidenta Violeta Chamorro, assim procedem os argentinos com a presidenta Cristina K. e os costarricenses com a presidenta Laura Chinchilla Miranda. Mas aqui no Brasil, a “grande mídia” se recusa terminantemente a reconhecer que uma mulher na presidência é um fato extraordinário e que, justamente por isso, merece ser designado por uma forma marcadamente distinta, que é presidenta. O bobo-alegre que desorienta a Folha de S.Paulo em questões de língua declarou que a forma presidenta ia causar “estranheza nos leitores”. Desde quando ele conhece a opinião de todos os leitores do jornal? E por que causaria estranheza aos leitores se aos eleitores não causou estranheza votar na presidenta?


Como diria nosso herói Macunaíma: “Ai, que preguiça…” Mas de uma coisa eu tenho sérias desconfianças: se fosse uma candidata do PSDB que tivesse sido eleita e pedisse para ser chamada de presidenta, a nossa “grande mídia” conservadora decerto não hesitaria em atender a essa solicitação. Ou quem sabe até mesmo a candidata verde por fora e azul por dentro, defensora de tantas ideias retrógradas, seria agraciada com esse obséquio se o pedisse. Estranheza? Nenhuma, diante do que essa mesma imprensa fez durante a campanha. É a exasperação da mídia, umbilicalmente ligada às camadas dominantes, que tenta, nem que seja por um simples -e no lugar de um -a, continuar sua torpe missão de desinformação e distorção da opinião pública.


Marcos Bagno é professor de Linguística na Universidade de Brasília

domingo, 12 de dezembro de 2010

Ser vegano, o que é?

Conforme definição do Instituto Nina Rosa,  é uma filosofia com fundo ético, na qual produtos de origem animal: carnes, laticínios, ovos, mel, couro, lã, seda, etc., e produtos testados em animais, incluindo remédios, cosméticos e produtos de limpeza, são banidos de nossas vidas. Além disso, não são aceitos os : circos, rodeios, rinhas, comércio de animais, pois são formas de desrespeito ao animal.


Em poucas palavras, somos do mesmo planeta, nada difere o homem do animal, a não ser o polegar opositor  e o telencéfalo altamente desenvolvido (vejam Ilha das Flores), porém, ainda assim, temos os mesmos direitos, nós e os animais irracionais. Na verdade o bicho homem é extremamente arrogante e se acha muito superior. O que se faz hoje, não pode se chamar de cadeia alimentar, É EXPLORAÇÃO! E não temos esse direito.




Fazendas industriais, exploração indo ao  ponto mais elevado da atrocidade: galinhas desbicadas, colocadas em espaços mínimos; porcos e bois sacrificados de forma desumana; animais aglomerados e medicados com antidepressívos, antibióticos,  hormônios... total desrespeito e desumanidade. O fato de consumirmos esses produtos: carne, derivados do leite, ovos,  mel, seda,  shows, nos coloca no mesmo patamar de quem pratica a matança e a exploração dos animais. 


Infelizmente somos a pior das espécies, não respeitamos e devastamos tudo que existe no planeta. Precisamos ponderar, pensar e nos humanizar...

Vale a pena visitar: http://www.institutoninarosa.org.br/ 



domingo, 5 de dezembro de 2010

Natal

O que aconteceu com o Natal?

As pessoas se engalfinham  a procura de presentes, comida, comida e mais comida...

No entanto, alguém passa fome...

Ou chora por alguém que perdeu...
Por outro lado, as pessoas perdem a noção e matam muitos, muitos animais...
Pense, seja coerente, sinta piedade, tenha compaixão, respeite para ser respeitado...


Ainda dá tempo!

FELIZ NATAL!!!

domingo, 28 de novembro de 2010

Fazer o coração com a mão

Fazer o coração com a mão.
É uma forma de carinho? Um gesto sem segundas Intenções? Ou uma forma de ganhar votos apelando par uma simpatia? 

No nosso caso, como estamos acostumados aos exageros e apelos dos políticos, fica fácil cair nesse tipo encenação, além disso, nos reportamos à reprodução assistencialista. 
Nosso povo é carente e ingênuo, falta criticidade, ou seja, conhecimento e capacidade crítica.
Uma das marcas de sua campanha foi esse gesto. Recordei do populismo, fenômeno, segundo Aranha (2006), presente desde o Estado Novo, manipulava e controlava as massas. Essa manipulação se dava com a utilização de artifícios como o assistencialismo e o clientelismo, nos quais impera a demagogia exacerbada de seus governantes. Penso que a Dilma não precisava desse tipo de artifício... Espero que não estejamos diante de um retrocesso.

Na verdade, está na hora de crescermos. Uma coisa é clara, uma amiga outro dia me disse, não dá para colocarmos toda a responsabilidade nas mãos de um governante, ou seja, cada um precisa fazer sua parte.
Embora existam ainda situações das quais não podemos fugir: Cotas na Universidades para os negros; Bolsa Família; são ações que  geram polêmica, mas estamos diante de uma questão moral, não podemos dar as costas, é preciso ajudar e reparar o passado. Porém, os mais estruturados precisam mudar, cair na real de que dinheiro se ganha com trabalho honesto, que o meu direito termina onde começa o do meu próximo, e acima de tudo, acabar de vez com a "lei de Gerson". Só assim nosso país pode crescer.

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. História da Educação e da Pedagogia: Geral e Brasil. 3 ª ed. - Rev. e ampl. - São Paulo: Moderna, 2006.

Quem disse que os ingleses são evoluidos? Deu no jornal: O Globo

Exclusividade de países asiáticos? Nada! Uma organização no Reino Unido oferece “carne orgânica” de cachorros das raças labrador, greyhound, dachshund, beagle, chihuahua, collie, afghan… Hambúrgueres, salsichas, bifes e pedaços de carne estão sendo vendidos em trailers pelo país.

Os defensores da campanha da Animal Aid dizem querer entender por que certos animais não gozam da compaixão humana e acabam na panela – como boi, porco e galinha – e outros viram membros da família – como cachorro e gato.

Eu ainda acrescento, é o fim esse tipo de prática. Se comer carne como já se come, não é legal para ninguém, ou seja, todos perdem: o planeta, as pessoas, e principalmente os animais. Assim, fica pior ainda...
Já não basta o que existe... Ainda procuram outras alternativas.

Espero que essa moda não pegue por aqui... Quer dizer, infelizmente já pegou, embora na surdina. Aqui onde moro (São Paulo - região do Itaim Bibi) não dá mais para passear pelas ruas durante a noite com os nossos peludos... Sabem porque? Motoqueiros, em dupla, estão roubando nossos cachorros! Acredito que o fim dos bichinhos seja nas panelas dos restaurantes coreanos! É o fim...

terça-feira, 2 de novembro de 2010

NÃO TER ONDE MORAR


Olimpíada de Língua Portuguesa - Escrevendo o Futuro

A Professora Patrícia Alves de Amorim Percinoto e seu  aluno Fábio Henrique Silva Anjos, da EMEF Frei Antônio de Santana Galvão,  são semifinalistas na Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, Categoria Poema.  Ambos participarão da Oficina Regional que acontecerá na cidade de Fortaleza nos dias 08, 09 e 10 de novembro de 2010 e  reunirá todos os 125 professores e 125 alunos  semifinalistas da categoria Poema. Na oficina, os alunos semifinalistas reescreverão seus textos com o apoio de seus professores. Os textos originais e os aprimorados serão avaliados por Comissões Julgadoras Regionais, que escolherão os finalistas do programa. A etapa final será realizada em Brasília, onde serão escolhidos 5 poemas.

A Olimpíada é uma iniciativa do Ministério da Educação e Cultura (MEC)   e da Fundação Itaú Social (FIS), com a coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec). Na edição 2010, inscreveram-se 141.854 professores, de 60.123  escolas públicas, localizadas em 5.498 municípios do Brasil, com participação aproximada de 7 milhões de alunos do 5º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio.

No poema, o aluno Fábio retrata a desapropriação da Favela da Torre, localizada no bairro do Jaçanã, em São Paulo.

Vejam que lindo:

NÃO TER ONDE MORAR

Eu moro em São Paulo.
Bairro do Jaçanã,
Terra de Adoniran.

Confusão na viela.
Nunca vi uma coisa daquela.
Em questão de instantes acabou a favela.

Muitos barracos no chão.
É hora da desapropriação.
E a população ?
Ficou sem eira, nem beira, nem chão,
Houve até manifestação.

Sem ter onde morar.
Fiquei sem lar.
A favela era o meu lugar!

Agora só resta a mudança.
Acreditar na esperança.
Ainda sou uma criança.
E espero a bonança.

Quero um mundo melhor.
E sair dessa pior.


Fábio Henrique Silva Anjos